
ACHO QUE ESTOU COM ANOREXIA:
NÃO ESTOU COMENDO NINGUÉM!"
5:40 PM *
NONSENSE of the day
Dare to dare. Ousar ousar.
O post de hoje tem nome. E por que "ousar ousar"? Bem, porque a palavra ousar está aqui na vida desta metamorfose ambulante, incomodando a uns, sendo redenção a outros.
Cortei o cabelo. Da última vez em que o fiz radicalmente, mostrei aqui no NONSENSE. Desta vez vou fazer o mesmo, só que não será na seqüência como da outra, vai ser só uma foto mesmo, sem antes e depois.
Pois é, desta vez estou lindo e loiro, e não japonês, hahaha, em alusão ao que andei falando e um monte de gente não entendeu ¿ talvez não fosse para entender. Tá que não era pra ficar assim tão claro, mas, enfim, ficou ousado. Este cabelo é um pouco parecido com o arrepiado do meio do ano, e tem uma franja que homenageia Miranda Priestly, minha mais nova ídala (vide abaixo).
A idéia inicial veio do cabelo azul. Não consegui tirar fotos do cabelo azul, mas as mechas mais claras foram colocadas pra isso, e depois que o tonalizante azul saiu, fiquei com mechas doiradas e gostei, e desta vez era só pra retocar, mas acabaram ficando mais claras, e depois vi que estão é mescladas. Gostei do resultado.
E o povo? Bem, o povo gosta e desgosta. Como sempre. Não sou daqueles que se importa taaaaaaaaanto com o que acham, porque ninguém consegue agradar a todos nesta vida, não é mesmo? Tenho um amigo, que, aliás, NUNCA lê o NONSENSE, que vive me mandando cortar o cabelo máquina 1, ou 2, ou 3, whatever! Ele acha que sou muito aparecido, muito escandaloso. Bem, quem disse que não sou? Ser Worney tem um pouco disso, como diria Renatinha, Worney é um ser folclórico. E acho que é por aí mesmo. Ou, como diria minha querida Hilda, do Lições de Coisas, Worney não é mais um substantivo, mas sim um adjetivo (adoro isso!).
Ah, e ainda vale falar daqueles que, a exemplo de minha última viagem, gozam com o ... dos outros, ou com o meu cabelo. Tenho um outro amigo que adora quando faço loucuras no cabelo, mesmo que ele odeie, porque acabo fazendo coisas que ele nunca ousaria fazer...
Well, para padrões rocísticos, digo, montesclarinos, sou muito ousado mesmo, porque aqui o povo não ousa. Todo mundo anda do jeito que o povo em geral anda, tipo, não fazem a diferença por si mesmos. Consideram a mediocridade como meio de vida. Andam demais de acordo com o que o establishment (sistema) diz. Ofendem-se por pouco, pois não entendem muito da essência das coisas. Preferem fazer uma faculdade que lhes dê status, e não a que os realize profissionalmente e adoram ter um DR. na frente do nome; casam-se por interesse ou por pressão; compram um carro do ano não para terem conforto, mas para se mostrarem... N'outro dia estava reparando os adolescentes, em sua tentativa de serem diferentes nas roupas... tão iguais...
Claro que não falo de todas as pessoas, pois há honrosas exceções, mas de modo geral é assim que vivemos, e isso não é só em Moc-Roça-City, mas acontece por aí.
Quando em Londres, uma amiga que fiz por lá disse "Mas você até parece londrino!", e já me haviam dito isso aqui antes. Elogio por um lado, porque mostra que não sou como qualquer um daqui do nortão de Minas. (O outro lado é muito complexo e não cabe falar neste momento.) Não me sinto como um daqui, e aqui fico por outras razões, e até aprendi a olhar o lado bom, isso pra não morrer de tédio, of course.
Dia desses fui ao Centro. Havia tempos que não fazia isso, por preguiça e por falta de necessidade. Vi pessoas diferentes, até interessantes, mais antenadas, digamos. Pessoas que também ousam um pouco, e saem como atração pelas ruas apertadas da Princesa do Norte.
Estar na avant-garde (vanguarda) é meio complicado, pois antever as coisas é pra poucos.
Tem um aluno meu, que vê as coisas de um outro jeito, e que diz que eu sou largado. E acho que ele tem um pouco de razão, sim. Sou largado dos padrões e estereótipos reinantes por aqui. Não penso como os daqui, não ajo como tal, não faço o que querem ou acham que eu deva fazer.
Fui à missa de formatura da minha amiga Hilda e ousei colocar camisa e calça listradas. Ficou ótimo - e se não acharam eu achei, e basta. Na 6ª foi a ótima festa de formatura dela; resolvi não ousar, porque o cabelo já estava demais para os padrões... (Só fiquei lá me lembrando das festas de Theo, que quando vou o povo fica sem saber se sou garçom ou não, porque preto e de smoking, pra eles, não há de ser um convidado, né?! Já fui confundido algumas vezes...). Houve quem risse, quem gostasse e elogiasse, quem fizesse cara de "Nó, endoidou!" ou de "Que merda é essa que ele fez no cabelo???". Sei que haverá as mais diversas reações à minha mais nova ousadia que, pra mim, não passa de uma tentativa de mudar.
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
...
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
...
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor / Lhe tenho horror
Lhe faço amor / Eu sou um ator
É chato chegar a um objetivo num instante
Eu quero viver essa metamorfose ambulante
...
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
...
Eu vou lhes dizer aquilo tudo que eu lhes disse antes
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Sou dos que têm vários perfumes, e o usam de acordo com o humor. Tenho várias roupas e outras coisas pra mudar o jeito de vez em quando e, como ainda dá pra mudar o cabelo...
Enfim, acho que se as pessoas ousassem ousar mais, seriam, certamente, mais felizes.
Ósculos e amplexos.
PS: Hoje passei por uma das experiências mais interessantes de minha vida. Aliás, este ano tem sido cheio delas. Após o acampamento do CNA, em que não bebi nada, e não dormi nada também do sábado para o domingo, pasmem!, eu consegui esta noite bater meu próprio recorde. DORMI 16h, contra as 13h da noite pós American Camp. Foi uma experiência revivificadora (que palavra!), da qual gostei muito e tentarei repetir assim que possível. E, detalhe, não foi porque eu estive bêbado nem nada, mas tinha chegado da festa da Hilda às 5:07h, e acordei pra trabalhar às 7h, ficando no CNA até as 13:30h...
Sign of the day
Review of the day
O diabo veste Prada
Foi tão bom que fui assistir 2 vezes. O diabo veste Prada é um filme maravilhoso, que já entrou no meu top 5. Tá, sei que tem gente aí torcendo o nariz, mas é porque o filme só é recomendado pra pessoas que gostem de moda e/ou de comportamento ou que, ao menos, entendam um pouco do mondo moda.
Miranda Priestly (a fabulosa Meryl Streep) é a diretora da revista Runway, e contrata uma nova Emily, ou melhor, uma nova assistente, Andrea Sachs (Anne Hathaway), que não entende nada do mundo fashion, apesar de ser uma exímia jornalista. Miranda é má (nem tanto assim, mas, enfim...), autoritária e soberba, acha a-se a própria dona do mundo (e, a certo modo, é). Não altera o tom de voz, está sempre chiquíssima, acha que todo mundo está lá para servi-la, e dá as ordens, para que as pessoas façam as coisas da forma que ela manda, o que "sempre dá certo". Tudo bem que há toques sobre sua personalidade que aos poucos são revelados, mostrando quem ela realmente é. Anyway!
O filme mostra um pouco do que é o mundo da moda, e é baseado na por-muitos-anos chefe da revista Vogue americana, a todo-poderosa Anna Wintour. Claro que há uma história de amor água-com-açúcar por trás, mas é até interessante.
Partes ruins? Ah, nem sei, devem até existir mas não consegui saber. Sem contar que o filme, assim como "O advogado do Diabo" (e só na terapia foi que me caiu a ficha de como o nome do lá-de-baixo está no título dos dois filmes), fala sobre o meu pecado favorito, a vaidade.
Para saber mais sobre o filme, inclusive saber se você entende um pouco (muito?) de moda, vá ao "Fashion 101" test que está lá no site.
Joke of the day
O Suicídio de Glória
Glória era uma milionária de berço, e muito gostosa. Um dia, Glória descobriu que o seu pai era gay.
Descontente da vida, incapaz de aceitar a situação, resolveu se matar.
Mas não podia se matar como qualquer outra criatura, afinal, ela, Glória, era milionária; e ficar se atirando de qualquer viaduto ou ponte, cortando os pulsos ou tomando formicida era coisa de suicida pobre. Ela queria se matar com classe, de forma diferente.
Mandou, pois, aprontar o jatinho da família e, só com o piloto, se mandou para o céu. Pretendia se atirar lá de cima.
Durante o vôo, enquanto se preparava para o salto fatal, ela foi indagada pelo piloto a respeito do gesto extremo que ia executar e, chorando, contou a ele o que ocorria:
- Papai é gay, não consigo conviver com essa vergonha e vou me matar mesmo.
Vislumbrando uma possibilidade, já que ele sempre havia cobiçado aquela mulher, o piloto sugeriu que dessem uma trepadinha antes de ela se matar.
Glória concordou, afinal, para quem ia morrer, não custava nada quebrar o galho de um humilde piloto que se declarara tão apaixonado por ela.
E assim foi. Piloto automático e... aleluia!!!
Glória gostou tanto da trepada que desistiu de se matar.
Qual é a moral da história?
Fácil:
GLÓRIA DEU NAS ALTURAS, E O PAI NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE
Last sexy pics of the day
Portuguese hints of the day
- Catequese se escreve com s, mas catequizar é com z. (Repetida.)
- O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc.
- Censo é de recenseamento; senso refere-se a juízo. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico.
- Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe. É, portanto, palavra masculina.
- Cidadão só tem um plural: cidadãos.
- Cincoenta não existe. Escreva sempre cinqüenta.
- Ainda existe gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como de fosse gratuíto. O certo é gratuito, da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito, etc.
- E ainda há gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. Escreva e diga sempre rubrica.
- Ninguém diz eu coloro esse desenho. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa é o verbo abolir. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Pra dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir este preconceito.
- Outro verbo danado é computar. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.
- Outra vez atenção: os verbos terminados em -uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em -e e não em -i. Observe: Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava.
- A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em -uir devem ser escritos naqueles tempos com -i, e não -e. Veja: Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso.
- Coser significa costurar. Cozer significa cozinhar.
Last big pictures of the day
*Song of the day*
A música tem uma importância muito grande em minha vida, acho que assim como na vida de muitas outras pessoas. E eu tenho 2 tipos de memória que são muito fortes: a olfativa, pois consigo me lembrar de cheiros de lugares onde estive 11 anos atrás, e a musical. Minha memória musical não é pra letras de música, porque faço parte, com muito orgulho, da comunidade "Eu canto tudo errado" (e tenho que entrar na "Trocando de biquíni sem parar"), porque é isso o que acontece comigo, mas as músicas me remetem a lugares, casos, pessoas, situações, etc. E esta canção abaixo me faz lembrar de uma situação muito especial. Mas ela está aqui hoje não por causa desta situação que a curiosa e o curioso NONSENSEr não vai saber, mas pela poesia intrínseca a ela. Poetry within! Assim como no filme "Beleza Americana", o dito psicopata Ricky Fitts (Wes Bentley, em ótima atuação, by the way) filma uma sacola plástica rodopiando ao vento. Rodopiando, não, dançando, bailando sublimemente ao sabor do vento, e descrevendo-a como a mais bela cena que ele já vira na vida.
Não sei dançar
(Milton Nascimento)
Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Os quartos escuros pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
Se você quiser eu posso tentar mas
Eu não sei dançar
Tão devagar pra te acompanhar
6:40 PM *
'Non+sense, não+senso, sem senso, sem sentido, insensato, NONSENSE...'
'A veces angel, a veces demonio, pero siempre yo.'
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